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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026
Metroviários decidirão na noite desta 3ª feira se greve vai continuar

São Paulo

Metroviários decidirão na noite desta 3ª feira se greve vai continuar

Sindicato dos Metroviários fará nova assembleia a partir das 18h desta 3ª feira para decidir se greve que afeta 4 linhas de metrô continuará

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São Paulo — Os metroviários de São Paulo vão realizar uma nova assembleia, a partir das 18h desta terça-feira (3/10), para decidir se a categoria mantém a greve de 24 horas por mais dias. A informação foi confirmada ao Metrópoles pelo diretor do Sindicato dos Metroviários, Altino Melo.

A greve conjunta com os ferroviários, deflagrada nesta terça contra o plano de concessões e privatizações do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), fechou quatro linhas do Metrô e três da CPTM — outras duas operando parcialmente (7-Rubi e 11-Coral). As linhas de metrô e trem concedidas à iniciativa privada funcionam normalmente.

“Vamos discutir um processo de terceirização do pátio do Oratório, que é do Monotrilho, e também a terceirização de parte do atendimento das estações. Existe uma indignação muito grande da categoria sobre esses temas, então existe a possibilidade de continuar a greve ou não”, afirma Altino.

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A votação sobre uma possível continuidade da greve será virtual e o resultado deve sair até as 20h, segundo o sindicalista. “De qualquer forma nós vamos continuar o protesto contra a privatização do monotrilho e de parte das bilheterias. O que a gente quer é mais investimento no setor público”, diz Altino.

A assembleia, enfatiza o diretor, não envolverá os sindicatos da CPTM e da Sabesp, que participam da greve desta terça-feira.

A pedido do Metrô, a Justiça do Trabalho havia determinado o funcionamento de 100% dos serviços no horário de pico — das 6h às 9h e das 16h às 19h — e de 80% nos demais horários, sob pena de aplicação de multa no valor de R$ 500 mil.

Na manhã desta terça, o governador Tarcísio de Freitas condenou a greve e o descumprimento da decisão judicial. “É lamentável que a população de São Paulo acorde mais uma vez refém de sindicatos que manobram os trabalhadores do transporte público estritamente por interesses políticos e ideológicos”, disse.

O presidente do Metrô, Júlio Castiglioni, afirmou que a empresa vai punir os funcionários que organizaram a paralisação. “Em persistindo o descumprimento da ordem judicial, nós vamos, no tempo devido, no modo devido, executar as multas, vamos punir aqueles que eventualmente empreenderam alguma conduta abusiva e é o mínimo que podemos apresentar como resposta”, afirmou.

FONTE/CRÉDITOS: metropoles.com
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