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Terça-feira, 25 de Agosto de 2026
Auditor do Aeroporto de Fortaleza e empresários são presos em esquema de fraudes em importações

Cidades

Auditor do Aeroporto de Fortaleza e empresários são presos em esquema de fraudes em importações

Operação realizada nesta terça-feira (25) no Aeroporto de Fortaleza cumpriu mandados de prisão contra grupo suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em importações.

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Um auditor-fiscal da Receita Federal e dois empresários foram presos nesta terça-feira (25) suspeito de envolvimento em um esquema de recebimento de propina para fraudar importações no Aeroporto de Fortaleza. A informação foi confirmada por uma fonte da Polícia Federal à TV Verdes Mares. A identidade dos suspeitos não foi informada.

As investigações identificaram movimentações superiores a R$ 27 milhões entre empresas ligadas ao esquema, de acordo com a Receita Federal. O grupo também teria adquirido aproximadamente R$ 31,8 milhões em criptoativos, sem compatibilidade com as receitas formalmente declaradas.

As prisões ocorreram na Operação Snooker 2, que cumpriu três mandados de prisão, 15 de busca e apreensão, além de apreensão de bens como artigos e carros de luxo. As ações ocorrem nas cidades de Fortaleza, Caucaia e Eusébio, no Ceará, e em Salvador, na Bahia.

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O auditor é apontado como chefe de uma organização criminosa suspeita de fraudes em operações de importação e suspeito de receber cerca de R$ 6,8 milhões no esquema.

Segundo a PF, a análise de novas provas indicaram a necessidade de agir para interromper a continuidade dos crimes e aprofundar a apuração sobre outros envolvidos.

Os alvos da operação poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação.

 

Como atuava o grupo criminoso

Segundo as investigações, o grupo era hierarquizado e dividido em quatro núcleos: público, empresarial, financeiro e auxiliar. As tarefas eram divididas entre um agente público, empresários do setor de importação e pessoas responsáveis por movimentar e ocultar os recursos ilícitos.

No centro do esquema está o auditor-fiscal da Receita Federal. Ele teria fornecido informações e orientações sigilosas sobre comércio exterior em benefício de empresas importadoras e despachantes aduaneiros, em troca de vantagens indevidas.

➡️ O MPF descreve dois esquemas de fraude viabilizados pela atuação do agente público:

primeiro envolve uma empresa importadora, administrada por um empresário cearense, que importava joias de prata e declarava os produtos como semijoias ou bijuterias de metal comum, de valor tributário muito inferior.

No segundo esquema, um casal de empresários de nacionalidade chinesa, à frente de outra importadora, declarava valores inferiores aos reais para reduzir o pagamento de tributos, contando com a atuação direta do auditor-fiscal para driblar a fiscalização aduaneira. A propina paga por esse grupo é estimada em pelo menos R$ 2,5 milhões.

FONTE/CRÉDITOS: g1
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