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Quinta-feira, 28 de Maio de 2026
Governo de SP sanciona lei que atualiza abono complementar para servidores estaduais

Cidades

Governo de SP sanciona lei que atualiza abono complementar para servidores estaduais

Medida beneficia mais de 89,8 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado

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O governador Tarcísio de Freitas sancionou nesta quinta-feira (28) a lei que atualiza o abono complementar pago a servidores estaduais. A medida garante reajuste de 3,9%, com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2025.

Com a sanção após o projeto ser aprovado pela Assembleia Legislativa (Alesp), o Governo de SP passa a complementar o pagamento dos servidores abrangidos pela regra quando o valor fixo recebido no mês fica abaixo dos pisos definidos para cada jornada de trabalho. Os novos valores são de R$ 1.874,36 para jornada completa, R$ 1.405,77 para jornada comum e R$ 937,18 para jornada parcial.

A lei beneficia mais de 89,8 mil pessoas, entre servidores ativos, aposentados e pensionistas das Secretarias de Estado, da Procuradoria Geral do Estado, da Controladoria Geral do Estado e das autarquias. A regra também vale para inativos e pensionistas com direito à paridade de remuneração.

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A atualização acompanha a nova lei sancionada pelo governador que reajusta o piso salarial paulista para R$ 1.874,36. Esse valor serve como referência para o cálculo do abono complementar dos servidores em jornada completa.

Como funciona o abono complementar

O abono complementar é pago quando o servidor abrangido pela lei recebe valor fixo mensal inferior ao piso previsto para sua jornada. Nesses casos, o Governo de SP faz a complementação até que o pagamento alcance o valor mínimo estabelecido.

Para esse cálculo, entram salário, vencimento e gratificações permanentes. Benefícios e pagamentos específicos, como auxílio-transporte, salário-família, diárias, adicional noturno e adicionais de insalubridade ou periculosidade, não entram nessa conta.

A medida foi elaborada a partir de estudos das Secretarias de Gestão e Governo Digital e da Fazenda e Planejamento. O impacto financeiro estimado é de R$ 6,5 milhões por mês. Para 2026, a previsão é de R$ 56,2 milhões, considerando vigência a partir de 1º de junho. Para os dois anos seguintes, a estimativa é de R$ 88,5 milhões por ano.

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